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Por Elayne Diniz em 13 de agosto de 2018

Entrevista exclusiva com o cantor Diego Francis – Forrozão das Antigas

Confira entrevista exclusiva com o cantor e compositor Diego Francis e conheça um pouco mais da vida e carreira

1 – Como você descobriu que tinha nascido para a música? Como foram seus primeiros passos?

DF: Influência da família por parte de mãe. Cresci vendo desde avô que é multi instrumentista até tios e primos envolvidos nesse mundo musical. Meio que timidamente e não querendo aceitar muito isso fui tomando gosto e o vírus da música me pegou e não saiu mais.

2° O que te motivou a querer seguir a carreira de cantor? Existiu incentivo da família?

DF: Totalmente. Quando completei meus 18 anos, decidi ir pra São Paulo tentar a carreira musical. Sempre recebi apoio moral, financeiro e carinho de toda família.

Minha mãe disse que não queria que eu tivesse a mesma sensação de cobrança que ela tem hoje com meus avós, pois aos 16 anos de idade, cantou com Luiz Gonzaga numa festa e ele a convidou pra fazer parte da banda dele. Meus avós na época não deixaram. Ela hoje não se sente amargurada por isso, mas foi uma grande oportunidade que passou. Ela queria que eu corresse atrás das minhas.

3° Você se espelha em alguém na música que inclusive o tem como referência, seja na forma de cantar ou na interpretação?

DF: Sempre temos referências sim. Sou fascinado pela inteligência e ousadia do Michael Jackson. Realmente o rei! Mesmo assistindo a vídeos dele feitos nos anos 90, continuam atuais até hoje, além de serem muito modernos e a frente de nosso tempo.

Me inspiro nessa filosofia de trabalho, de estar sempre um passo a frente da mesmice. Agora referências mais próximas todo mundo sabe que os irmãos Lima, (Batista e Edson lima), sempre foram minha maior inspiração no forró.

4° Você tem a veia romântica e sabemos que o mercado está bem misturado. Como você enxerga essa situação atualmente para o romantismo e musicalmente falando?

DF: Eu acho que a música romântica nunca vai ficar ultrapassada. O que falta ainda, sem querer criticar, é a forma de marketing usada por muitas dessas bandas românticas ou antigas. As bandas atuais se reiventaram nesse quesito. Por isso as músicas chegam mais rápidas ao gosto popular. Falta esse time nos marketings de bandas das antigas, e claro, um bom investimento. Mas isso cada um sabe onde seu sapato aperta né? Porém, temos aí o sertanejo, o pagode romântico pra provar que música romântica tem força e muita ainda.

5° Atualmente você é a voz masculina da banda Forrozão das Antigas que leva o romantismo para o público. Fale um pouco das dificuldades enfrentadas até conseguir conquistar seu espaço.

DF: RS… Vou falar igual um dos sócios proprietários da Forrozão fala: “Não somos uma Banda Romântica”. Por fazer músicas dos anos 90, que a maioria das letras são românticas, as pessoas tem essa visão da Forrozão das Antigas. Mas quando você vai ao nosso show sai meio que sem conseguir definir um gênero porque é muito pra cima o show.

Temos os momentos românticos pontuais, mas na sua fatia maior, à alegria e desenvoltura pra cima está mais presente em nosso show. Confesso que a única dificuldade que encontrei na banda foi o público se acostumar com a presença de uma voz masculina na banda.

Afinal a banda ganhou projeção nacional com mulheres na linha de frente. Todos nós tivemos receio de como seria recebido, porém melhor que isso, impossível. Foi incrível. Conseguimos atingir um público novo, abrir um leque de possibilidades que faria e faz o trio funcionar muito bem em conjunto com toda banda.

6° Antes de cantar profissionalmente, você já era compositor. Você acha que isso abriu mercado para você ter oportunidade de estar em banda cantando?

DF: Com certeza. Sempre fui apaixonado por escrever letras, criar melodias. Mas é aquela velha história. Uma coisa puxa a outra. Sempre busquei oportunidades. Você, (Elayne Diniz), sempre me acompanhou e nos encontrávamos muitas vezes nos shows por aí de várias bandas. Eu com um CD de composições entregando aos artistas, sendo convidado pra dar palhinhas e etc. Mas quando Limão Com Mel gravou uma música minha, aí as coisas começaram a tomar outras proporções sim.

Quando alguém grande diz que você é bom, parece que todo mundo passa a olhar você com outros olhos e dizer que realmente acha você bom e que precisa de oportunidades. Meu lado compositor ajudou muito sim.

7° Em algum momento da vida você teve dúvidas sobre a profissão e pensou em desistir?

DF: Acho que esse dilema persegue qualquer pessoa que trabalhe com arte. Vivo literalmente de música de seis anos pra cá. Porém vinha a mais de seis tentando e não tive momentos muito legais não. Quando eu estava decidido a parar de vez com medo de me tornar um cara amargurado, mal humorado e de cara fechada para a vida… Deus chegou e disse: “Vai! Vou te dar uma chance”.

Agarrei e estou desde então me organizando através da música. Talvez por isso muita gente só olha o porquê de estarmos onde estamos sem ter percorrido os caminhos que percorremos. As coisas não caíram de mão beijada em meu colo. Eu ofereci meu trabalho sim, eu me divulguei e me divulgo até hoje sim.

Me considero até um dos primeiro a fazer Isso. Venho de uma época que se alto divulgar nas redes sociais era brega, desvalorizava o artista e muita gente não via com bons olhos. Aí olha hoje o que temos? Vários cantores amadores e profissionais mandando ver na alto divulgação.

8° Há alguns meses você escreveu um texto no facebook onde desabafava sobre algumas perseguições que passa no meio artístico. Você acha que existe amizade, que da pra confiar e contar com os colegas de profissão, ou a máfia prevalece sobre qualquer possibilidade?

DF: Olha, hoje esse assunto é mais tranquilo pra falar, porque de verdade eu passei a fechar os olhos pra tudo isso. Aprendi que pra você incomodar alguém nessa vida só basta nascer e começar respirar. Só que por um tempo eu não aceitava isso. Eu não entendia porque pessoas me atacavam gratuitamente e não era sobre trabalho não, pois a desculpa usada é que eram críticas profissionais.

Quem acompanhou sabe que nem de longe aquilo eram críticas profissionais. Eu não gosto de usar a palavra máfia, mas acredito em pessoas que gostam de dificultar o trabalho do outro. Só isso! Apenas por uma concorrência besta e sem pé nem cabeça dentro da própria empresa.

Essas divergências intensas são até mais tranquilas de resolver porque estamos convivendo e sabendo com quem estamos nos relacionando. Mas esses ataques de internet? Que por ódio gratuito vem de uma meia dúzia de pessoas que acabam criando fakes e chamando amigos pra se juntar aos ataques para parecer que é uma massa de gente que quer impor a tal opinião? Hoje não faço parte de nenhum grupo de forró em facebook ou comunidade forrozeira. Até perdi “amigos” por conta disso.

Acharam que estou renegando a luta em prol do forró fazendo isso. Mas acho que o maior bem que facina no forró é fazer forró. E isso eu faço. Luto levando o forró pra vários lugares desse nosso Brasil. Não vou falar aqui que sou ou fui injustiçado por tais comentários. Estou sempre aprendendo e sei que podemos ser muito melhores do que ontem.

Um trabalho que não fui bem ontem, posso muito bem melhorar e seguir melhorando. Assim fiz. Mas dentro desses grupos já fui xingado, ameaçado até por dono desses grupos de destruir minha carreira só porque fui perguntar o porquê de tanto ódio. Já sofri racismo, sim racismo. Porque até de cabelo com palavras como bucha, era chamado nesses grupos. Já mandaram eu me matar e nascer de novo que nunca ia ser cantor.

Perfil de forró no instagram que muitos artistas até gostam, mas pagam o preço por ter aberto publicamente que não achou graça em me atacar. Quando perdi meu pai fez uma piada que foi tão infeliz. Dizendo que eu estava usando meu pai inventando história pra esconder a vergonha de ter sido demitido da banda Moleca 100 Vergonha.

Eu não acreditei quando li aquilo. Essa cidadã se quer sabe, mas trocaria qualquer banda do mundo pra ter meu pai de volta aqui. Nenhuma banda vai trazer. Humor é uma coisa, denegrir, ridicularizar e humilhar são outras totalmente diferentes. Nunca tomei providências sobre isso, apesar de ter argumentos e provas de sobra. Mas a justiça divina é mais cruel.

9° Deixe uma mensagem para seus fãs, seguidores e internautas do Portal Mídia 10.

DF: Gostaria de agradecer de todo meu coração por todo carinho e força que vocês nos dão pra seguir fazendo o que amamos fazer. De forma gratuita vocês fazem o que dinheiro nenhum paga. Obrigado por tudo.

10° Ping Pong

Família: Base de Tudo

Amigos: Combustível

Música: Realização

Pessoas que admiro e bato palmas: Minha mãe e meu falecido pai.

Opa! Eu recomendo: Recomendo que as pessoas tentem enxergar primeiro o lado bom de tudo e de todos. Depois que ver o que aquela pessoa tem de bom é exaltar isso, aí sim. Vamos trabalhar e melhorar os defeitos. Mas todo mundo merece uma chance de mostrar que não somos o que terceiros falam. Temos que enxergar as coisas pelos nossos olhos, não por tabela dos outros.


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